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A minha visão sobre Educação. As várias visões sobre Educação e todas as suas (e nossas) variáveis.
Num agradável almoço de sábado, enquanto explicava a alguns amigos o que fazia exatamente um professor de Educação Especial, o rumo da conversa foi naturalmente levado para os problemas sentidos nas escolas. Entre lembranças e partilha de histórias da escola durante a infância e adolescência, e os episódios contados por mim, senti que despertara o interesse para uma realidade que continua distante de alguns núcleos.
Foi no sentido de alertar para os problemas, identificados diariamente nas escolas não só por mim mas por outros profissionais que encontram nestas dificuldades entraves para o trabalho que acreditam (acreditamos) ser fundamental, que escrevi o texto que se segue. Termino com seis medidas (de entre várias necessárias) que considero serem de prioridade máxima e essenciais para o início de uma mudança de paradigma para uma educação inclusiva.
De entre os vários problemas e desafios vividos atualmente pela escola, a intervenção junto dos alunos, especialmente dos alunos com necessidades educativas especiais, no que diz respeito à sua inclusão, ao respeito pelas necessidades e uma avaliação eficaz, tem sido dificultada pelo muito que é exigido à comunidade escolar, especialmente aos professores que não têm mãos a medir com a burocracia instalada onde os principais interesses e princípios da Escola têm sido delegados para segundo plano.
São diversas as áreas que carecem de uma mudança célere: o crescimento do número de alunos por turma; a diminuição do número de colocação de professores; os inúmeros pedidos e projetos (muitas vezes desenraizados das verdadeiras necessidades da comunidade escolar) que inundam o dia-a-dia dos professores e direção escolar; as metas de aprendizagem em muitos casos excessivas e repetitivas entre ciclos que não permitem, especialmente no 1ºciclo, dar lugar às competências base, instrumento de liberdade imensurável: o trabalho em torno da leitura e escrita como um instrumento de acesso à informação e capacidade de reflexão; crianças com necessidades educativas especiais que são colocadas apenas nas mãos dos professores de educação especial como se a sua inclusão passasse somente pelo trabalho desenvolvido por estes membros da comunidade escolar; os índices de indisciplina que disparam e as formas de lidar com esta situação que tem preferido excluir ao invés de compreender e intervir adequadamente.
Em suma, a escola não tem sido um local tranquilo e eficaz para se viver.
O cansaço instalado na comunidade escolar; a desmotivação de professores e alunos; a exclusão passiva de muitos alunos e uma não correspondência às reais necessidades de todos que habitam diariamente a escola tem levado à rápida degradação dos princípios da instituição escolar.
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