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O samba de Maria Luísa

por Maria Joana Almeida, em 09.03.18

Maria Luísa.jpg

 

Há tempos li um post da autora do blog “Dias de uma Princesa” Catarina Beato, sobre a sua experiência na Maternidade Alfredo da Costa no nascimento da sua filha. Recordo-me de o ter guardado por sentir o quão importante é enaltecer a qualidade de um serviço público tão importante como este.

 

Passado quase um mês da minha ainda breve experiência como mãe, quero também deixar um breve texto sobre este momento e o profissionalismo que senti.

 

Recordo-me de uma amiga que me dizia que o que mais lhe interessava num serviço era a competência e não que fossem simpáticos, especialmente nesta área. Compreendo e concordo maioritariamente com esta afirmação. No entanto e tirando a questão da competência que naturalmente é o foco, a capacidade empática e os afetos são, no meu entender, parte integrante da competência, particularmente nesta área. A exposição do corpo, as hormonas, a responsabilidade e força da natureza de um corpo que gera vida, não é um simples procedimento médico.

 

Por todas as emoções que fluem durante 9 meses e especialmente durante o momento do trabalho de parto, a capacidade para saber o que dizer, como dizer e criar o melhor ambiente para receber uma vida não é pura simpatia, é competência e profissionalismo e por isso quero deixar estes breves agradecimentos:

 

Um obrigada à enfermeira Joana que me acompanhou no final do seu turno e que me abraçou e me deu a mão para não me mexer enquanto levava epidural. À outra enfermeira Joana que me fez o parto enquanto conversava serena e tranquila sobre vários assuntos e que no final me veio dar um beijo e felicitar pela linda Maria Luísa expressando genuína felicidade e preocupação. À doutora Graça que veio terminar o parto e que entrou na sala com umas antenas de joaninha pois era Carnaval e ajudou a amenizar e suavizar o incómodo das dores das contracções. A todos os enfermeiros sempre disponíveis para me ouvir e tirar dúvidas e todas as auxiliares pela paciência de  levantar e baixar a cama várias vezes ao dia. Às minhas companheiras de quarto que durante dois dias se tornaram no primeiro grupo de apoio, no pós parto, para a coisas tão simples como poder comer, ou tomar banho ou tão só partilhar piadas e preocupações.

 

E um especial obrigada ao pai que esteve sempre presente, em equipa e com uma força excecional que ultrapassou o seu receio de assistir ao parto e de todas as emoções durante esse período.

 

 

E é isto. Toda uma nova definição de olheiras, toda uma nova definição de prioridades e toda uma nova dimensão de amor. Todo um novo samba mas do mais antigo que há.. E é isto. Estou feita uma lamechas pirosa que até já veste de cor de rosa, já dizia a Capicua.

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publicado às 14:35



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