Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A minha visão sobre Educação. As várias visões sobre Educação e todas as suas (e nossas) variáveis.
Um breve olhar sobre uma listagem daqueles que considero serem os melhores filmes a que assisti fez-me rever “Os Coristas”.
Assisti a este filme há dez anos e ficou rapidamente marcado como uma das mais comoventes reflexões sobre o caminho percorrido entre professor e alunos na procura de uma forma de comunicação entre ambos.
Pierre Morhange é um antigo aluno de uma escola intitulada” Fond de l'Etang - O fundo do pântano”, um internato para rapazes nos anos 40. Já adulto reencontra o diário do seu antigo professor e maestro Clement Mathieu e juntamente com Pépinot, outro ex-aluno revivem as histórias dessa altura.
A história de Clement Mathieu, o professor que começou a dar aulas no Fond de l'Etang – O fundo do pântano (uma metáfora por sim só pouco convidativa) e conhece um grupo de rapazes tristes, resignados, onde a rudeza do diretor e a enclausura retirou em parte os risos espontâneos e pueris das crianças e a esperança. Estes jovens olham para qualquer novo professor com receio, com altivez, com uma defesa imediata perante a possibilidade de “agressão”. Mas Clement é também maestro e pela música, gentileza e sentido de humor começa a construir uma turma, um grupo empenhado em torno de um objetivo. Um desses alunos era precisamente Morhange, um jovem com uma voz brilhante a que Clement se agarra para poder salvá-lo.
Mais tarde Morhange torna-se também maestro, numa escolha claramente marcada pela relação que estabeleceu com o seu professor Clement Mathieu e que lhe permitiu acreditar nele e lutar.
“Os Coristas” é um filme obrigatório. Provavelmente dos filmes mais comoventes de sempre que não passa despercebido principalmente a quem é professor. É uma importante lição sobre educação e sobre o amor, mas principalmente sobre querer comprometer-se com os outros e consigo próprio e é esta condição que define um mestre.