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Hoje voltei a ter vontade de escrever sobre Educação.

por Maria Joana Almeida, em 16.04.22

professor.jpg

 

"Em Espanha, na região de Navarra, os alunos do Instituto Alaitz de Barañain decidiram assinalar o último dia de aulas de Koldo Ansa, antes de entrar na reforma, com um momento marcante. Estudantes e colegas juntaram-se nos corredores, escadas e recantos do edifício e fizeram-lhe uma ovação que o acompanhou até à saída." Jornal Público, dia 16 de abril.

 

 

Tenho desistido de escrever sobre Educação. Não porque não me interesse (enquanto Professora é uma parte muito significativa da minha vida) mas porque os problemas, as atitudes e premissas têm sido inalteráves ao longo do tempo. Esgotam-se nas mesmas soluções, nas mesmas queixas, por vezes na mesma apatia. A burocracia e o "by the book" têm a capacidade de sugar a energia e a motivação. Não desistimos, mas a corrida cansa.

 

Esta notícia fez-me parar. Impossível ficar indiferente.

Ser professor é um palco tramado. Entre direitos e deveres, exigências pessoais e coletivas, por vezes tudo se mistura e todos se misturam num clássico disparar de opiniões. A entidade ou instituição fica refém de opiniões baseadas em sites duvidosos, experiências que são meramente pessoais e uma falta de cruzar de informação com base em evidências que poluem, constrigem e desacreditam o verdadeiro palco de construção social.

 

Koldo Ansa foi professor de filosofia. Terá tido as suas desavenças, as suas desmotivações, os seus dias pesados, os seus dias alegres. Uma estrada entre o basta e continua. A corrida cansou mas não desistiu. E a prova são os aplausos no seu palco. Nada é mais inspirador do que um professor que consegue tocar a melodia certa, mesmo em que muitos dias tenha soado errado. É que o caminho tem por vezes desafinações estridentes. Mas quando acerta. Quando toda a orquestra flui, escola, professores e alunos, nada consegue ser mais catártico e inspirador.

 

Hoje sorri mais perante a educação. E consegui escrever sobre algo que já não escrevia há algum tempo. Foi um dia de notas certas.

 

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publicado às 16:38


3 comentários

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De cheia a 19.04.2022 às 17:59

Ainda bem que continua a haver quem escreva sobre educação, porque a educação é muito importante, mais importante que o futebol, mesmo que haja quem pense que não.
Começou o terceiro período com 28 mil alunos sem todos os professores, sem que ninguém diga nada, a não ser os professores.
Será que já é uma normalidade, os alunos passarem anos e anos sem professores?
Sem imagem de perfil

De s o s a 19.04.2022 às 23:30

a emoçao a falar mais alto

(mas, como reconhece, a "coisa" nao tem soluçao, ao menos milagrosa)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.04.2022 às 19:05

Pelos vistos vai tendo. Mas é difícil sim. Muito difícil.

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