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Hoje é o meu pai, o Zeca, que faz anos.

por Maria Joana Almeida, em 07.11.18

 

 

 

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Tinha de mudar a minha morada no cartão de cidadão o que implicava levantar-me cedo para tentar não apanhar uma fila considerável. Acordei cedo e pus-me a caminho sabendo que muito provavelmente, como tinha apanhado trânsito, teria de esperar bastante. Quase a chegar o meu pai envia-me uma mensagem a dizer: “Ainda demoras? Já cá estou e tenho uma senha para ti e está quase a chegar a tua vez”

 

Este é o meu pai.

 

O meu pai é a rede constante que tenho a amparar-me sempre. Não me deixa cair, não me deixa esquecer, se puder, não me deixa errar ou magoar nunca. Sem exigir, sem impor, sem cobrar. É amor incondicional.

 

O meu pai é de poucas palavras mas de sentimentos grandes e genuínos.

 

O meu pai é de família, é agregador. Gosta de pessoas, gosta de conviver, gosta de todos a rir e sorrir ao seu lado.

 

O meu pai não é de se zangar, nem de desavenças. É um homem sério, correto e justo e por isso muito sensível a injustiças, única altura em que se desilude e se zanga.

 

O meu pai é das melhores pessoas que conheço. Bondade é a melhor palavra que o define. À semelhança da minha mãe, onde ele estiver a ninguém nada faltará.

 

O meu pai gosta de casa, do sossego, de jantares de família, da filha a rir e da sua neta que já o conhece tão bem e sorri sempre que o vê.

 

Acho que nunca me zanguei com o meu pai. Não me lembro também do meu pai se zangar comigo, apenas nos disparates que fazia em pequenina.

 

O meu pai pode não concordar muitas vezes comigo, ter muitas vezes medo, mas guarda para si. Expõe, de forma a que eu não me melindre, nem me magoe o que acha, na esperança que eu o oiça. E eu oiço. Oiço sempre e explico-lhe as minhas razões. As razões que a cabeça entende, mas que o coração (o coração de pai) não consegue deixar de se afligir.

 

O meu pai é amado por todos. É impossível não gostar dele. Há poucos como ele.

 

O meu pai ainda hoje me manda mensagens todos os dias para saber se cheguei bem. Ele sabe que eu às vezes não tenho paciência para responder. O meu pai secretamente sabe e diz-me “Desculpa estar sempre a perguntar mas como vais de carro fico sempre um pouco aflito”. O meu pai não precisa de me pedir desculpa por nada. Eu talvez sim. Por às vezes não conseguir dar toda a atenção que merece.

 

Não querendo usar lugares comuns, mas porque me comovo sempre quando falo do meu pai, sei que não poderia ter pai mais dedicado que à sua maneira, tão maravilhosa, faz-me sentir todos os dias o quanto sou importante para ele. E sim, sou um pouco (talvez muito) menina do papá. Com muito orgulho.

 

Parabéns meu pai.

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publicado às 10:23



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