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Às vezes é de loucos.

por Maria Joana Almeida, em 10.02.19

 

teacher yes.jpg

Dificilmente poderia encontrar imagem que melhor ilustra o “forrobodó” (eu sabia que iria conseguir usar pelo menos uma vez esta expressão que tanto estimo num texto) que pode ser uma escola, especialmente uma sala de aula. Não falo de indisciplina que já se tornou um lugar comum em todas as escolas e inunda textos da especialidade onde habitam já vários receituários. Falo das situações caricatas, das situações que colocam episódios do Seinfeld ou do Gato Fedorento a um canto.

 

As coisas que aprendemos nos livros são meramente orientadoras, gerais e tendem, naturalmente, a responder a padrões específicos. Tentam ser cientificas em algo que é, na maior parte das vezes, um caos aleatório. A quantidade de vezes que visitamos sítios novos dentro de nós para tentar no imediato responder com sentido ao que está a acontecer torna-se quase a norma. É como quando estamos habituados a ver filmes com um caráter intelectual muito elevado que só nós é que percebemos. Habituados a compreender a linguagem de Manuel de Oliveira deparamo-nos de repente com o universo do Bucha e Estica e dos filmes de série Z que confundem mais o cérebro do que um filme de Emir Kusturica ou David Lynch.

 

A primeira vez que se pisa uma sala de aula é equiparado a tapar a cara num filme de terror, mas a espreitamos curiosos por entre os dedos. É exactamente isto. A exposição, as inseguranças, o processo do pára-arranca, equilíbrio-desequilíbrio até encontrar o começo leva-nos a lugares desconfortáveis e a interpretar papéis que não queremos e com os quais não estamos familiarizados. É tudo normal. É mesmo assim.

 

É neste ponto de equilibiro que começa o ponto de partida, quando as defesas baixam e quando começamos a desempenhar o papel que nos carateriza. É também neste momento que começamos a ser todos atores do mesmo filme. E cada final de ano é um novo livro que poderia ser trabalhado na Universidade.

 

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