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"Empatia" (6 da série Ilustra)

por Maria Joana Almeida, em 18.04.21

empatia.jpg

Não queria que o toque se transformasse propriamente em ouro. Mas há muitos nomes no ouro. A minha ideia de Midas transformaria a ignorância, a displicência, a justiça, os dogmas.
Na minha ideia de toque não transformaria todos os escuros que nos iluminam, mas iluminaria quem se encontrasse apenas no escuro. No lugar onde não há pitada de ouro, de empatia, e onde se vive na ideia de um soberanismo provinciano.
Na minha ideia de toque de Midas tirava finalmente a máscara e a venda. Iluminava a verdade.
 
 
Ilustração: #martanunesilustra

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publicado às 20:56

Raízes (5 da série Ilustra)

por Maria Joana Almeida, em 14.04.21
 

raizes.jpg

 

As minhas sustentam-se em corações. Corações que me bombeiam e me suportam. São casas, são nomes, são memórias, são danças e canções. Às vezes são maiores outras vezes mais pequenas. Dançam ao meu som. Ao som do que preciso. Estão lá. Não me deixam cair. Curam-me, recentram-me, desafiam-me. Cada raiz tem um nome. Um coração. Danço sempre na vida ao som de cada uma.
 
 
Ilustração de:

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publicado às 21:47

"Amor" (4 da série Ilustra)

por Maria Joana Almeida, em 07.04.21
 

amor carnage.jpg

Soubesse eu dizer alguma novidade sobre o amor. Aquele que vale a pena. O Nick Cave descreveu-o como gostaria em Carnage. Que desce as montanhas como um comboio na chuva. Veloz, fugaz, que trespassa o peito. Aquele que vale a pena não se rende, não obedece, não se curva, não cede. É feroz e implacável. O amor que vale a pena não se segura. Quando habita no nosso colo não estamos ali. Habitamos outro espaço.
 
 

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publicado às 17:29

"Saudade" (3 da série Ilustra)

por Maria Joana Almeida, em 06.04.21
 

saudade.jpg

 
Mandei vir a saudade.
 
Instalou-se sozinha, faz sala comigo. Não perguntou legitimidade ou permissão. Não obedece às minhas regras ou desejos. É plena de si.
 
Às vezes conversa. Às vezes chora e ri. Não sonha. Relembra.
 
Esta saudade instalou-se na minha sala, na minha parede.
 
 
 
(A ilustração maravilhosa é da martanunesilustração)

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publicado às 17:09

"Fila de espera" (2 da série ilustra)

por Maria Joana Almeida, em 04.04.21
 

sua vez marta ilustra.jpg

 

Estamos sempre em fila de espera para alguma coisa, quase sempre sem saber que estamos. "Um dia eu apareço" vi escrito numa parede perto do liceu há 20 anos. Nessa fila de espera apareceram muitas coisas, trabalhos, amores, filhas, dor (uma dor muito grande). Senti-me dentro de corações e fui (a) oficina(s) de corações.

A nossa vez aguarda-nos, não nos deixa esquecer. A senha para viver foi tirada quando nascemos e aguarda os nossos passos. Mas como diz um amigo meu "Mesmo quando chove para mim é sempre Primavera", seguimos de senha em senha desejando sempre o amor. No fundo é o que sempre esperamos. A nossa vez.

 
(ilustração #martanunesilustra)

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publicado às 17:30


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