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Esta casa é uma oficina de corações.

por Maria Joana Almeida, em 31.08.20

terraço barreiros.jpg

 
Há um livro para crianças que se chama "Oficina de Corações" e que conta a história de Matias que remendava corações na sua oficina.
 
Há casas que são muitos corações e que, simultaneamente, remendam corações. Corações vazios que passam a cheios, corações partidos que se reconstroem, corações remediados, mas acima de tudo feitas de corações de fibra boa, que habitam gente boa.
 
Há casas que são como um abraço, que nos aquecem mal entramos, que preenchem corações. Esta casa é assim.
A casa que engorda, que serena, que não se zanga, que dá e que recebe, uma casa impossível de estar vazia ou demasiado cheia.
A casa dos que foram, dos que estão, dos que virão. A casa de corações cheios, feita de pedaços de histórias, memórias de uma família. Uma família de gente de fibra boa. Gente que constrói.
 
É a casa. É minha também. Desde que nasci.

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publicado às 21:43

“Os estudos indicam que…”

por Maria Joana Almeida, em 14.08.20

miguelito.jpg

 

Não há assunto que não tenha sido submetido a um estudo, quer real ou imaginário, quer pessoal ou coletivo. Os estudos estão em todo o lado e absolutamente endeusados.

 

A expressão “Os estudos indicam que” fazem, recorrentemente, parte do léxico dos ambientes informativos e podem ter tanto de científico como de entediante e bacoco. A sua utilização massiva permite, também, enviesar ideias e fundamentar todos os argumentos. Para cada argumento haverá, com toda a certeza, um estudo.

 

Fica bem e mais completo, em qualquer discurso, dizer: “Os estudos indicam que” independentemente da fonte, do autor, do ano de publicação, do contexto. Tudo deuses menores perante a magnitude de deter verbalmente “ um estudo”. Um estudo é uma carta na manga, um passe vip para a obtenção de credulidade e de continência, Dependendo de quem o usa fica no mesmo patamar das miss que querem paz no mundo e das pessoas que apregoam “Porque eu sou uma pessoa que...”. É frequentemente esquecido que é preciso estudar o estudo para o envergar.

 

“Os estudos indicam que” é uma frase perigosa porque tanto é usada pelos preguiçosos e impostores como pelos que estudam. Pelos que se informam de facto. E por detrás de muita assertividade e segurança residem perigosos chacais que se alimentam da ignorância alheia.

 

Seria importante começar a diferenciar os estudos da vida e os estudos científicos. Não que os estudos da vida não possam ser corretos, mas serão sempre pessoais e intransmissíveis.

 

Os estudos sérios indicarão, com certeza, que há estudos imaginários que corrompem as opiniões, que corrompem a sociedade.

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publicado às 00:12


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