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É um texto curto em jeito de desabafo.

por Maria Joana Almeida, em 19.04.20

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Não vou dizer nada de novo nem descobri a pólvora em relação à intensidade de viver quarentenas com filhos 24 horas, sete dias da semana. Não por estar com eles, naturalmente, mas por não haver opções saudáveis de normalidade.

 

O amor dos e pelos filhos é um dicionário inexistente e infinito. Em modo de confinamento quase absoluto, e repentino, torna-se num desafio digno de malabaristas, mas amadores. As bolas caem ao chão e não saem coelhos da cartola. Queres amar, manter as atividades absolutamente criativas, ver as peças de teatro online, contar histórias de papel, qualquer forma de operar que te permita a normalidade, mas há dias, em que a porquinha Peppa e o coelho Simão são o auge que o teu intelecto pode conceber e oferecer. Culpemos a COVID.

 

A paciência sofre altos e baixos em apenas minutos. Gritamos e abraçamos como se de bipolaridade padecêssemos. E está tudo bem, é mesmo assim.

 

Acho que se no fim de tudo isto falecesse de COVID-19 seria um absoluto desperdício. Estar no meio do caos e manter a calma e sangue frio ou explodir, diariamente, levam-nos para lugares onde há super poderes. Vestir o papel de supermulher e não usufruir dos frutos depois desta pandemia seria em vão.

 

No fim do dia, quando os choros e as exigências acabam, no primeiro minuto (talvez uma hora) de silêncio, a bom cliché, sabemos que faríamos tudo outra vez, as quarentenas que fossem precisas.

 

E a propósito, uma salva de palmas à janela e em todas as divisões da casa se faz favor, a todos em teletrabalho com filhos em casa.

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publicado às 03:00


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