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De volta.

por Maria Joana Almeida, em 04.09.17

 

teacher.jpg

 

De volta a mais um ano letivo e ao segundo ano da existência deste blog, são vários os temas que têm invadido os fóruns e redes sociais nos últimos dias com bastante potencial para serem lidos, revistos e esmiuçados. Desde a polémica instalada sobre os livros da Porto Editora passando pela publicação das listas de colocação de professores que conseguiu este ano ser mais atempada do que nos últimos anos.

 

Poderia querer pegar nestes temas mas não o farei. Já muito se escreveu e refletiu, entre vários argumentos, sobre discriminação de géneros e sobre colocações ou não de professores. Nada do que poderia escrever iria acrescentar algo de diferente à discussão.

 

Quero iniciar este ano letivo refletindo sobre um vídeo que vi recentemente intitulado “What if you treated teachers the same way we treated professional  athletes” (E se tratássemos os professores como tratamos atletas profissionais)

 

professional.jpg

 LInk do video: https://www.youtube.com/watch?v=IoUdnoLmQiM

 

 

Assemelhar professores a atletas é um lugar comum (sem deixar de ser verdadeiro) quer pela sua capacidade de adaptação, de persistência, de antecipação e de trabalho. São de facto, na sua maioria. O que este vídeo nos mostra de diferente é a visualização, humorada, de como seria uma escola se tratássemos os professores como se fossem (por exemplo) o Cristiano Ronaldo. Como se fossem os nossos ídolos.

 

Se pensarmos bem, fora estereótipos e preconceitos criados em torno da escola e professores, o trabalho realizado por um professor requer muito treino que se traduz em muito trabalho de investigação. Investigação sobre a sua profissão e investigação sobre os seus alunos  - quem são, como são, porque agem assim, o que posso fazer para corresponder aos seus perfis. Requer resiliência: o futuro é na maior partes das vezes incerto, saltar de escola em escola, adaptar-se de novo, lidar continuamente com a apelidos por vezes pouco abonatórios, ter de construir novos materiais e responder à mesmo burocracia que é todos os anos exigida, ter de engolir em seco provocações, manter a calma e discernimento suficiente para encontrar um equilíbrio. Requer força de vontade para que apesar de todos os contratempos, e às vezes vontade de desistir, não se encostar aos serviços mínimos e lidar ao mesmo tempo (muitas vezes) sem reconhecimento do seu trabalho.

 

Para mim, um professor é especialmente um ídolo e um exemplo a seguir, quando assume uma atitude ponderada mas firme, quando prepara os seus alunos não só com os conteúdos e conhecimentos da área que leciona mas para viver em comunidade sempre através da suas atitudes e não tanto pelas suas palavras. É ídolo quando (rebuscando um pouco dos temas atuais)  mostra que a todos é possível escolher e optar. Que existe liberdade e que o conhecimento traz-nos liberdade. Que homens e mulheres não se distinguem pelo género naquilo que podem escolher e alcançar. Que existe o bom e o lixo na nossa sociedade e que é importante que o saibamos distinguir. Que apesar das diversidades não pode ser opção não tentarmos. E que acima de tudo o sucesso requer treino, esforço, resiliência e força de vontade.

 

 

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publicado às 21:26



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