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Um ano de gomas.

por Maria Joana Almeida, em 18.09.16

 

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Há precisamente um ano atrás escrevia o primeiro texto deste blog. Um texto de apresentação sobre o que seria o Pedimos Gomas Como Resgate.

 

À mesma hora de um ano atrás publicava-o no Facebook com alguma ansiedade espreitando volta e meia os “gostos”. Esta nova forma de aprovação já está impregnada. Com os “gostos” vieram também muitos comentários e cada comentário era no fundo uma palavra de apreço e um acenar com um sim “É isso, continua”.

 

Ao longo deste ano regrei-me (inicialmente) a escrever pelo menos um texto por semana. Acho sempre que tenho muito para dizer. Como dizia a uma amiga minha, quando lhe falava de algumas reuniões onde teimava em ser muito assertiva “Eu se calhar tenho a mania que sei muito acerca disto”. Mas sei ainda muito pouco. Sei o que partilhei com os outros e acima de tudo o que aprendi nessa interação. E gosto muito de escrever. Acho que é a maneira onde me expresso um pouco melhor. Imagino-me muitas vezes a ser uma escritora que todos gostam de ler e várias vezes citada. Talvez um dia. É um longo caminho a percorrer e onde talvez nunca chegue. Mas dá-me prazer faze-lo como sei e consigo.

 

Neste blog surgiu também o modelo das “ 5 perguntas, 5 respostas” em formato de breves entrevistas. Foi criado para dar a conhecer pessoas que muito admiro e nas quais reconheço um grande valor pessoal e profissional. Guiaram-me e guiam muitas vezes no meu percurso e há uma lista grande de mais profissionais indispensáveis neste caminho. Mas ainda só lá vai um ano. Com o tempo vieram outros convites para escrever noutras plataformas. O Blog ComRegras foi um deles. Um projeto que me dá, igualmente, muito prazer, especialmente porque somos muitos, cada um com a sua experiência e usando um lugar comum, isso enriquece-nos.

 

 

Como forma de assinalar este primeiro ano decidi juntá-lo a uma outra data comemorativa, o meu aniversário a 4 de Outubro, e fazer um pequeno evento/tertúlia onde, juntamente os profissionais que convidei, falar um pouco sobre várias temáticas dentro deste mundo gigante da Educação. É que o Gomas faz um ano, mas a autora faz mais uns quantos.

 

A frase emblemática “Pedimos Gomas Como Resgate” sem saber criou em si própria uma metáfora. A metáfora para descrever o meu entendimento sobre Educação que só faz sentido com amor e afeto que, como já escrevi, não se traduz em palmadinhas nas costas, nem em condescendência. Revela-se quando decidimos olhar e compreender as dificuldades do aluno; quando lutamos e decidimos por valorizar a escola, os professores; quando discutimos a importância da redução dos alunos por turma; quando não estereotipamos os cursos profissionais em detrimento dos outros cursos e acima de tudo quando não nos escravizamos perante o currículo.

 

É que há poucas coisas mais bonitas do que derrubar barreiras, depois de tanto tentar e de repente fazer sorrir quem não sorria e fazer ouvir quem não ouvia. Trabalhar com crianças e jovens é muitas vezes assim. Quantas vezes precisam de ser resgatadas para se poderem revelar.

 

Quero festejar este dia com muitas gomas que na essência deste blog são um sinal de afeto. No dia 4 vai ser assim.

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publicado às 21:37

Setembro e o recomeçar.

por Maria Joana Almeida, em 02.09.16

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Setembro. O mês que marca o início do ano letivo e um mês especial para este blog que está a poucos dias de comemorar o seu primeiro ano de existência. Um ano de um projeto pessoal que me tem dado a oportunidade de partilhar a minha visão; o trabalho de pessoas de áreas específicas que muito admiro e o reconhecimento através de um feedback muito positivo que se tem mostrado fundamental para continuar.

 

É inevitável abordar como primeiro tema a colocação de professores, porque este é também o mês onde os professores conhecem as escolas onde ficaram colocados e onde muitos ainda aguardam colocação.

 

No último texto de final de Julho apontei como um dos aspetos positivos, a indicação, por parte do Ministério da Educação, de uma atempada colocação de professores. O novo grupo à frente do Ministério da Educação tem vindo a demonstrar uma postura mais próxima da realidade das escolas e mais próxima dos professores tendo conseguido, numa total oposição aos últimos anos, uma postura mais agregadora. Acreditei, juntamente como muitos professores, na celeridade da publicação das listas de colocação. Quando saíram, apenas a dia 30 de Agosto, não pude deixar de ficar surpreendida pelo conhecimento tardio. Por um lado feliz pois mantive a colocação na mesma escola o que muito me agrada, mas por outro lado algo desiludida por considerar que a publicação das listas continua a ser tardia o que não coincide com o discurso e percurso até aqui demonstrado por este "novo" Ministério da Educação.

 

No entanto, a verdade é que a extinção da Bolsa de Contratação de Escola e a utilização de uma lista única acabou por trazer resultados positivos. A lista foi somente conhecida a 30 de Agosto mas, tal como avançou o jornal Diário de Notícias “Em 2015, por esta altura, estavam colocados 3782 professores. Este ano, sobretudo devido à extinção das Bolsas de Contratação de Escola, estão preenchidas 7306 vagas antes do início do ano letivo” http://www.dn.pt/portugal/interior/concurso-dos-professores-quase-duplica-colocados-antes-do-arranque-das-aulas-5364131.html .

E isto é um bom presságio.

 

Relativamente à Bolsa de Contratação de Escola fui favorável à sua existência porque entendia ser uma forma de promover mais autonomia nas escolas e a possibilidade de lançar um perfil necessário tendo em conta as especificidades de cada espaço educativo. A verdade é que esta plataforma acabou por apresentar erros; ser pouco célere e duplicar colocações nos professores em várias escolas simultaneamente adiando o início de um ano escolar a tempo e horas. Desta forma a sua extinção, tal como estava concebida, acabou por se tornar menos uma barreira a um início de ano com menos sobressaltos.

 

Esperemos que seja um quebrar de um ciclo que trouxe inúmeros problemas a muitas escolas, muitos professores e especialmente a muitos alunos que em muitos casos privou turmas inteiras de professores até meio do ano letivo.

 

 

 

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publicado às 09:06


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