Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Seis medidas

por Maria Joana Almeida, em 19.10.15

i wish.jpg

 

Num agradável almoço de sábado, enquanto explicava a alguns amigos o que fazia exatamente um professor de Educação Especial, o rumo da conversa foi naturalmente levado para os problemas sentidos nas escolas. Entre lembranças e partilha de histórias da escola durante a infância e adolescência, e os episódios contados por mim, senti que despertara o interesse para uma realidade que continua distante de alguns núcleos.

 

 

Foi no sentido de alertar para os problemas, identificados diariamente nas escolas não só por mim mas por outros profissionais que encontram nestas dificuldades entraves para o trabalho que acreditam (acreditamos) ser fundamental, que escrevi o texto que se segue. Termino com seis medidas (de entre várias necessárias) que considero serem de prioridade máxima e essenciais para o início de uma mudança de paradigma para uma educação inclusiva.

 

 

 

De entre os vários problemas e desafios vividos atualmente pela escola, a intervenção junto dos alunos, especialmente dos alunos com necessidades educativas especiais, no que diz respeito à sua inclusão, ao respeito pelas necessidades e uma  avaliação eficaz, tem sido dificultada pelo muito que é exigido à comunidade escolar, especialmente aos professores que não têm mãos a medir com a burocracia instalada onde os principais interesses e princípios da Escola têm sido delegados para segundo plano.

 

São diversas as áreas que carecem de uma mudança célere: o crescimento do número de alunos por turma; a diminuição do número de colocação de professores; os inúmeros pedidos e projetos (muitas vezes desenraizados das verdadeiras necessidades da comunidade escolar) que inundam o dia-a-dia dos professores e direção escolar; as metas de aprendizagem em muitos casos excessivas e repetitivas entre ciclos que não permitem, especialmente no 1ºciclo, dar lugar às competências base, instrumento de liberdade imensurável: o trabalho em torno da leitura e escrita como um instrumento de acesso à informação e capacidade de reflexão; crianças com necessidades educativas especiais que são colocadas apenas nas mãos dos professores de educação especial como se a sua inclusão passasse somente pelo trabalho desenvolvido por estes membros da comunidade escolar; os índices de indisciplina que disparam e as formas de lidar com esta situação que tem preferido excluir ao invés de compreender e intervir adequadamente.

Em suma, a escola não tem sido um local tranquilo e eficaz para se viver.

 

O cansaço instalado na comunidade escolar; a desmotivação de professores e alunos; a exclusão passiva de muitos alunos e uma não correspondência às reais necessidades de todos que habitam diariamente a escola tem levado à rápida degradação dos princípios da instituição escolar.

 

Sugestões:

 

  • Diminuir o número de alunos por turma proporcionando desta forma um melhor apoio individual por parte do professor partindo do princípio que a verdadeira aprendizagem surge da experimentação e de uma metodologia ativa, não exclusivamente expositiva, e acima de tudo vivida por alunos e professores transformando-se numa aprendizagem sustentada e pertinente.

 

  • Fazer prevalecer a lei respeitando o artigo 19º e o ponto 3 do artigo 20º do despacho nº5048-B/2013 de 12 de abril de 2013 que prevê as respetivas reduções de turma para alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, cujo programa educativo individual o preveja e o respetivo grau de funcionalidade o justifique. Este aspeto tem vindo a ser negligenciado pelo próprio responsável da legislação, o Ministério da Educação.

 

  • A colocação, atempada, de mais docentes nas escolas para responder às óbvias necessidades sentidas na comunidade escolar. O levantamento das necessidades para o corpo docente das escolas é conhecido com um tempo de antecedência suficiente para uma colocação mais imediata e eficiente dos docentes.

 

  • Refletir e reestruturar as metas de aprendizagem para o 1ºciclo no sentido de atribuir mais espaço à aprendizagem e desenvolvimento das competências essenciais e promotoras de liberdade e poder de reflexão: a leitura e escrita. Devido ao aumento da carga, no 1ºciclo de temas que são, novamente abordados no 2ºciclo, diminuiu-se o tempo e espaço que deve ser dado ao desenvolvimento destas competências fundamentais. O resultado são as dificuldades comprovadas nestas áreas ao longo do 2º e 3 ciclo, dificultando o acesso à informação de muitos jovens ao mesmo tempo que são rotulados com perturbações do âmbito da leitura e escrita que poderiam ser evitadas e trabalhadas prematuramente.

 

  • Criar um momento, dentro da componente letiva, para que professores e técnicos da comunidade escolar possam, em grupo, partilhar as suas dificuldades; dúvidas; angústias sobre temas como a indisciplina; dificuldades de aprendizagem e temas relevantes sobre o dia-a-dia na sala de aula. Este grupo funcionaria como um momento de partilha, com a participação também de professores de educação especial, psicólogos e outros técnicos com o objetivo de conhecer outras vias de intervenção, tranquilizar e refletir relativamente aos aspetos e situações que dificultam a harmonia e relações entre professores e alunos.

 

  • Criar uma cultura própria de cada escola que, mais do que obter bons resultados no rankings nacionais e internacionais, procure responder às verdadeiras necessidades da sua comunidade escolar e do local onde se insere configurando assim o real objetivo da escola - ser promotora de evolução social sustentada e participativa, criando cidadãos com poder reflexivo e com o sentimento de pertença e importância para a sociedade.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:46

Pára-me de repente o pensamento

por Maria Joana Almeida, em 12.10.15

 

para_pensamento_490.jpg

 

 

“- Foi a Rosa que me curou.

- Pelo amor?

- Sim, pelo amor”

 

 

 

 

O texto de hoje estava destinado às medidas educativas que, no seguimento do texto anterior, considero serem fundamentais nas escolas. Mas sábado, logo pela manhã, lia um artigo alertando para a falta de investimento em saúde mental. Recordei então que estávamos no dia 10 de outubro, no dia Internacional da Saúde Mental.

 

Ao tomar consciência do dia pensei imediatamente no filme “Pára-me de repente o pensamento” a que assisti em Maio deste ano. Foi um filme que me marcou, não só pela qualidade que lhe atribuo, mas pelas reações a que assisti na sala de cinema: a estranheza a transformar-se em sorrisos. Quando estamos confinados a uma sala, por muito estranho ou incómodo seja aquilo a que estamos a assistir, não podemos fugir facilmente ou fechar os olhos completamente. Num breve paralelismo o mesmo acontece entre seres humanos. Se fugimos e fechamos os olhos nunca permitimos conhecer-nos ou conhecer os outros, mesmo que não encaixem naquilo que consideramos “normal” ou “regular”. Nunca daremos uma oportunidade.

 

“Pára-me de repente o pensamento” é um poema de Ângelo Lima que dá o nome a este filme - documentário. Intitulado de louco, Ângelo Lima passou os seus últimos anos de vida no manicómio (palavra mais usual na altura –séc XIX) onde escreveu a sua poesia. O documentário gira também em torno deste poema, tentando que ele ganhe significado e uma interpretação junto dos utentes do hospital psiquiátrico Conde Ferreira no Porto.

 

 

Deixo aqui o texto que escrevi logo após assistir ao filme:

 

 

Todos nós já passamos na rua e apelidamos alguém de “estranho” ou mesmo de “maluquinho” pelo seu jeito de andar, de falar ou de olhar. Já todos nos afastamos por nos sentirmos incomodados. Já rimos por algo que foi dito ou feito, como forma de atrapalhar o nosso pensamento e afastar o medo. Mas o que ainda não nos tinha sido mostrado, através do cinema em português, é o outro lado da saúde mental. Quem são estas pessoas? O que vivem? Como vivem? O que pensam?

 

No hospital psiquiátrico Conde Ferreira no Porto, o quotidiano dos doentes é retratado através desde documentário premiado de Jorge Pelicano. Ao longo de uma hora e quarenta de filme, o realizador leva-nos até ao mundo interior da esquizofrenia dando-nos a conhecer o âmago destas pessoas, o doce e o amargo. O filme atira-nos estas vidas para o colo, obriga-nos a mergulhar num mundo do qual podemos ter tanto medo porque nunca está completamente distante de cada um de nós.

 

Nos primeiros momentos do filme conhecemos as rotinas, os profissionais, os espaços e os utentes deste hospital. Lentamente os sorrisos vão tomando conta do incómodo inicial. Pelo meio das conversas entre os doentes sentimo-nos de repente conquistados, mais confortáveis olhamos sem medo e sorrimos. Sem esperar, começamos a compreender e de repente a ligação está criada. Na segunda parte do filme entra em cena um ator (Miguel Borges). Durante três semanas o ator submergiu nesta realidade, participando das rotinas e dormindo também na instituição, tendo como objetivo ajudar numa peça de teatro e encontrar o seu personagem.

 

Quando Miguel Borges entra em cena somos, de alguma forma, retirados abruptamente da envolvência criada com aquela população, que o realizador tão bem soube criar. Sentimo-nos de novo confusos e o filme passa a rodar em torno do ator. Ao contrário do que li em outras críticas, não considero um erro. É na envolvência com o Miguel, condescendente ou não, que muito da vida e pensamentos destes doentes se revela. O ator serve ao mesmo tempo de desbloqueador durante o seu processo de busca de personagem.

 

Sou particularmente sensível a este tema. A minha vida profissional passa e está ligada à saúde mental e aos desafios constantes que propõe. Não é um mundo para falsos moralismos, muito menos para certezas e ainda menos para caridade. É um mundo de constante reflexão, de olhar olhos nos olhos e, de por vezes, bater com a mão na mesa, mas intenso demais para nos permitir fechar os olhos ou virar as costas.

E é exatamente isto que este documentário faz. Traz um ponto de equilíbrio, entre o são e o menos são e dá-nos a conhecer o “outro lado”, de uma forma extremamente humana, mas acima de tudo, extremamente digna.

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:36

O que está identificado e o que podemos mudar.

por Maria Joana Almeida, em 05.10.15

 

 

happy-quotes-1227.jpg

 

Recentemente, através de uma troca de ideias sobre Educação Especial, tive conhecimento de um Relatório realizado pelo Observatório da Deficiência e Direitos Humanos do qual uma amiga de alguns anos foi coautora. Num agradável final de tarde prolongado, a Teresa falou-me sobre o objetivo do estudo e o trabalho desenvolvido pelo Observatório. Foi uma conversa longa e para mim particularmente importante porque, finalmente, foi desenvolvido um suporte (relatório) que sustenta as dificuldades, desafios e problemas que identifico diariamente na forma como a área da Educação Especial tem funcionado nos últimos anos.

 

O Observatório tem como missão monitorizar e participar nas políticas para a deficiência. O Relatório sobre Portugal lançado recentemente para o Estudo sobre as políticas dos Estados-Membros relativas a crianças com deficiência afirma que foram dados passos fundamentais para uma Escola Inclusiva apresentando aspetos positivos como as equipas de Intervenção Precoce, que atuam numa primeira linha para crianças com deficiência dos 0 aos 6 anos através de um conjunto de medidas de apoio integrado centrado na criança e na família e o Decreto-Lei 3/2008 que permite a implementação de medidas educativas para o desenvolvimento pessoal e social de crianças com necessidades educativas especiais.

 

Ao longo do relatório são identificados os seguintes problemas: (...)cortes orçamentais em áreas como a educação, a saúde e a ação social, reduzindo a prestação de serviços e aumentando o risco de pobreza, falta de acesso ao meio edificado, aos transportes e às informações, inexistência de serviços de apoio pessoal, persistência de estereótipos, preconceitos e atitudes negativas, bem como atitudes excessivamente protetoras por parte da família.

 

É inegável que quem trabalha nesta área observa inequivocamente melhorias e uma maior preocupação relativamente às questões relacionadas com a deficiência, mas sente, simultaneamente, a existência de uma vulnerável implementação de medidas para o desenvolvimento de crianças e jovens que, em muitos casos tem revelado dificuldades. 

 

Entre as várias legislações apontadas neste relatório, é feito um enquadramento e análise do Decreto-Lei 3/2008. Por ser o documento orientador da minha atividade profissional e aquele que permite a implementação de medidas educativas a crianças e jovens que apresentem: “(…)limitações significativas ao nível da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social.” é sobre ele que quero centrar o texto de hoje e nas dificuldades da sua utilização e implementação.

 

À semelhança de vários países europeus, a educação inclusiva é o paradigma atual em Portugal. Este caminho tem conduzindo ao encerramento de várias escolas de ensino especial com o objetivo de integrar os alunos em escolas regulares, públicas ou privadas sob o princípio de não rejeição e discriminação em razão da deficiência. Ou seja, qualquer criança com algum comprometimento físico ou intelectual tem direito a estar numa escola regular proporcionando-lhe assim ambientes menos restritivos possíveis.

 

A elegibilidade de um aluno para o Decreto-lei 3/2008 passa por um processo de referenciação por parte da escola ou família acompanhado obrigatoriamente de um relatório clínico que fundamente o perfil apresentado; avaliação por parte da equipa do Departamento de Educação Especial através da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF); construção de um Relatório Técnico Pedagógico (RTP) explicitando o fundamento da elegibilidade do aluno para o Decreto-Lei 3/2008 e as medidas a serem implementadas; construção de um Programa Educativo Individual (PEI) documento que formaliza as medidas indicadas, o processo de monotorização e avaliação.

 

Ao longo da minha experiência profissional e da utilização diária, no meu trabalho, da legislação para a Educação Especial e a par das conclusões do relatório, olho de facto com preocupação para o modo de como tem vindo a ser implementada. A integração de alunos com necessidades educativas especiais nas escolas é efetivamente um direito, mas aquilo a que muitas vezes temos assistido é a uma “integração” de crianças numa escola à espera de uma ”inclusão (como se alguém se pudesse sentir incluído logo que é integrado). Ao termos fechado muitas escolas de educação especial cujo maior benefício é o know how dos profissionais com formação especializada, fechamos também inúmeros recursos que estas escolas possuíam (possuem), uma vez que não foram encaminhados em número suficiente nem através de estruturas funcionais para as escolas regulares.

 

A falta de investimento, cortes orçamentais e a permanência de esteréotipos criam, por vezes, pequenos guetos dentro das escolas delegando todos os “problemas” manifestados pelos alunos para a Educação Especial, porque muitas vezes acaba por ser o único recurso quando deveria ser a última linha de intervenção quando todas as outras não foram suficientes. A principal consequência é o excessivo número de referenciações que os poucos professores existentes (por vezes numa relação de 1 professor de educação especial para 30 alunos (existe!)) têm de dar resposta, mesmo que os alunos não sejam elegíveis para o Decreto lei 3/2008. Esta atitude retira tempo e disponibilidade para o trabalho que deve ser desenvolvido com as crianças que efetivamente necessitam da intervenção com um professor especializado. Na maior parte dos casos existem alunos ao abrigo do Decreto-Lei 3/2008 com limitações significativas que usufruem apenas 45 minutos de apoio semanal sendo francamente insuficiente para um trabalho sério.

 

Assistimos assim a um aumento crescente de crianças com o rótulo do "especial"  que em algumas situações são resultado de avaliações pouco precisas devido a diferentes formas de interpretar a lei (Muitas escolas têm entendimentos diferentes relativamente ao estipulado na legislação) e ao nível de subjetividade da atual forma de avaliar o perfil de funcionalidade de uma criança -  Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF).  Esta Classificação surge no sentido criar uma linguagem universal na avaliação do aluno, mas traz dificuldades precisamente na interpretação de vários critérios. 

 

A existência de algumas ideias pré-concebidas relativamente a alguns diagnósticos  dificulta, também, um foco mais individual em cada aluno. Lembro-me de me perguntarem em várias reuniões (quando sou chamada para dar pareceres) “Então mas ele é o que? É disléxico, é autista, é hiperativo?”. Normalmente eu respondo, “Não, é o João” (ou Maria, consoante o nome da criança). O rótulo ainda é mais cómodo e mais organizativo para admnistrar uma forma de atuar, muitas vezes generalizada. Esquecemo-nos que a história do João ou Maria não se esgota num diagnóstico.

 

Todo este panorama tem vindo a tornar mais árduo o caminho para uma escola verdadeiramente inclusiva. Aspetos estes que são claramente identificados no relatório aqui apresentado e que, desta forma, sustenta o que há muito se tem observado lançando assim uma esperança para uma mudança de paradigma e funcionamento das escolas.

 

Um outro aspeto mencionado ao longo do relatório apresentado pelo Observatório é a inexistência no Decreto-Lei 3/2008 de uma indicação expressa que permita à criança exprimir uma opinião relativamente ao seu caminho educativo. Acredito (sendo essa a minha conduta) que ao desenhar um percurso educativo para um aluno é importante faze-lo conjuntamente. Abordar a questão; explicar a situação, o fundamento e ouvir. A criança tem de ser parte integrante do caminho a percorrer. Por vezes estamos tão confinados a cumprir o protocolo e as suas funções que nos esquecemos de ouvir. Simplesmente ouvir.

 

Ao refletir acerca desta questão e para finalizar, partilho a história caricata contada por um professor da faculdade relativamente ao exagero de assumirmos com muita frequência a ideia da existência de problemas numa criança antes de conhecer a sua história. - Uma professora estava muito preocupada com um aluno seu porque havia pedido à turma, na altura do Natal, para fazer um desenho sobre as prendas que gostariam de receber. Um dos alunos desenhou um pai natal vestido de preto com uma motosserra na mão. A professora achou estranho e ficou muito inquieta partilhando a história com as suas colegas. Afirmava que algo se passava com ele, provavelmente alguma situação grave com a família e que tinha de ser rapidamente avaliado por um psicólogo. O aluno sem perceber muito bem porquê foi levado a uma consulta. A psicóloga abordou o rapaz sobre o desenho, ao qual ele rapidamente explicou que o pai era mecânico e tinha o fato-macaco sempre preto, sujo de óleo e que gostava muito de receber uma motosserra pelo natal para ajudar o pai a cortar lenha...

 

.....

 

Após a identificação dos problemas e em dia Mundial do Professor, é importante pararmos para refletir. Ouvir e olhar de novo para o caminho que queremos seguir.  

 

 

 

 

Para Consulta:

Relatório do Observatório

http://oddh.iscsp.utl.pt/index.php/pt/2013-04-24-18-50-23/publicacoes-dos-investigadores-oddh/item/199-estudo-sobre-as-pol%C3%ADticas-de-portugal-relativas-a-crian%C3%A7as-com-defici%C3%AAncia

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:34


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

subscrever feeds